Teoria e Prática Antagônicas No Salto Morato

Quando se caminha em uma das trilhas da Reserva Natural Salto Morato, é fundamental muita atenção para não tropeçar, porque se isso acontecer e você acidentalmente pisar um centímetro fora da trilha, imediatamente um menino estagiário alerta-o veementemente em bom tom de voz que não é permitido pisar fora da trilha. Hora, esse suposto rigor é um contra censo no que diz respeito à prática vivenciada na reserva. É no mínimo agressivo caminhar pela trilha que liga a recepção até a cachoeira (por sinal, maravilhosa!!!) e ver implementações com pedras brita. É inconcebível e inadmissível que uma instituição tão importante, que prega a importância da Conservação e a Preservação em uma Unidade de Conservação, permita que esse tipo de material seja depositado dentro da Mata Atlântica.
fotos havita rigamonti
Em alguns lugares a brita foi levada pelas águas das chuvas para o meio da vegetação e em outros pontos chegou ao Rio Morato. O rigor da cobrança feita pelos estagiários é antagônico quanto às suas práticas. A Reserva Natural Salto Morato é o símbolo de preservação da instituição, por isso, são inimagináveis falhas tão elementares quanto essas. Se estivermos equivocados, gostariamos de entender e aprender qual o motivo deste tipo de pedra estar lá!

De Guaraqueçaba Havita Rigamonti e Jussara Souza

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