foto Rigamonti
Há duzentos milhões de anos, no tempo em que os insetos eram os únicos voadores da Terra, um
pequeno animal, semelhante ao lagarto, se cansou de correr entre as árvores e descobriu que era capaz de
planar, usando suas sobras de pele, como uma espécie de pára-quedas. A partir
desse pioneiro, desenvolveram-se répteis alados e gigantes que os cientistas
denominaram “pterossauros”. Esses monstrengos provavelmente não se sentiam muito
confortáveis, pois suas asas membranosas eram difíceis de dobrar no solo e
perdiam a utilidade se por acidente se rasgassem. A resposta da evolução para
esses problemas foi algo novo que começou a surgir no mundo animal: as penas. O
Archaeropteryx, o mais antigo ser dotado
de penas que se conhece, chegou a conviver com os pterossauros cerca de 150 milhões de anos.
Quando os pterossauros desapareceram
misteriosamente da Terra com o que havia restado dos dinossauros, as aves se
multiplicaram e se diversificaram. Hoje, estima-se que, aproximadamente 10000
espécies delas povoam o espaço. A observação de
aves no Brasil é uma atividade cada vez
mais crescente. Na América do Sul, com aproximadamente 1820 espécies, nosso
país ocupa o segundoo lugar, perdendo apenas para a Colômbia. Observar aves
gera conhecimento e colabora com o registro e conservação da avifauna brasileira e do mundo todo. O Cerrado, com sua grande
variedade fitofisionômicas, abriga uma
parcela significativa desta estatística. Por ser uma região com muitos campos e
vegetação baixa, é fácil observar aves neste Ecossistema.Veja no link, um vídeo
com algumas espécies da Chapada dos Veadeiros.
Parte 1
Parte 2
